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Liga dos Campeões

Posted by viju13 em fevereiro 14, 2008

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é uma competição anual entre clubes de futebol da Europa. É a competição mais prestigiada entre clubes, segundo grande parte dos clubes europeus.

Originalmente conhecida como Taça dos Clubes Campeões Europeus (em Portugal, já que no Brasil era conhecida como Copa dos Campeões da Europa), ou simplesmente como Taça Européia, a competição começou em 1955/1956, na forma de eliminatórias, com dois jogos, onde as equipas jogavam uma partida em casa e outra na casa do adversário. A equipa que tivesse melhores resultados passava para a próxima eliminatória.

O formato e o nome foram mudados em 1992/1993. Com a mudança e evolução radical do sistema ao longo dos anos, a competição actualmente consiste em três fases de classificação, um estágio com disputa em grupos (onde os clubes jogam um contra o outro, no sistema de “ida-e-volta”) e então quatro fases de finais mata-mata. Todas as fases de classificação e disputas tipo mata-mata consistem de dois jogos, excepto pela final, que é uma partida simples jogada em um local predeterminado.

A entrada nesta competição é limitada de acordo com o coeficiente da UEFA dos últimos 5 anos, sem contar o anterior, sendo que cada confederação tem direito, pelo menos, a uma vaga na primeira ronda de classificação. Quanto melhor for o coeficiente, mais vagas abrirão; O Real Madrid CF lidera o ranking de conquistas da competição, com nove títulos. Depois dele, as equipas mais bem-sucedidas foram o AC Milan (sete títulos), o Liverpool FC (cinco títulos), o FC Bayern Munique e o Ajax Amsterdam (quatro títulos).

Transmissão

No início dos anos 90 a TV Cultura transmitia a Liga dos Campeões em TV aberta para o Brasil; desde a temporada 2003/2004 quando seus direitos foram comprados pela empresa de marketing e mídia TopSports Ventures. As temporadas 2003/2004 e 2004/2005 foram transmitidas pela RedeTV! A temporada 2005/2006, por sua vez, foi transmitida pelos canais ESPN e Band.A Rede Record anunciou que detém os direitos de transmissão das temporadas 2006/2007,2007/2008 e 2008/2009. A temporada 2007/2008 está sendo transmitida pela Rede Record e pela ESPN.

Qualificação

A qualificação para esta competição é decidida através dos lugares dos clubes nos respectivos países, através de um sistema de cotas. Os países com os campeonatos mais fortes tem mais lugares na competição.

Por exemplo, as três ligas nacionais mais fortes, pelos rankings da UEFA, o 1º e 2º classificado têm apuramento direto e o 3º e 4º entram numa pré-eliminatória. As ligas mais fracas não têm acesso direto à fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo os seus campeões de competirem nas Pré-eliminatórias.

Existe uma exceção a esta regra: o atual vencedor da Liga dos Campeões, normalmente tem acesso direto à fase de grupos.

Para a temporada de 2005/2006, o Liverpool conseguiu o direito de entrar na primeira eliminatória, já que foi campeão da temporada anterior, e apesar de ter ficado na quinta colocação na Liga Inglesa. Ao contrário do que aconteceu em 2000 (relato abaixo), o quarto colocado, Everton também se classificou para a competição (porém foi eliminado na fase pré-eliminatória). Por causa disso a Inglaterra teve 5 equipes na disputa.

A última vez que uma situação como essa havia acontecido foi em 2000, quando o Real Madrid conquistou o título, mas terminou o Campeonato Espanhol na sexta colocação. Por causa disso, o Real Zaragoza foi obrigado a disputar a Copa UEFA. Dois anos mais tarde, o Zaragoza foi rebaixado, numa infeliz reviravolta de acontecimentos que alguns fãs acreditaram ser uma conseqüencia direta da perda de prestígio e renda monetária.

História

A História da Taça dos Clube Campeões Europeus é longa e notável, nos 50 anos de competições existem vencedores e perdedores em todas as partes da Europa.

Seguindo a historia desde do inicio até agora, é possível ver os periodos em que as equipes ou países dominam a competição:

1955 a 1960 – a primeira era do Real Madrid

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O Real Madrid dominou as cinco primeiras competições, a equipa que era conduzida por Alfredo di Stéfano, Ferenc Puskás, Francisco Gento, Luis del Sol e José Santamaría venceu as cinco finais confortavelmente. Enquanto este se tornava definitavemente o maior, Manchester United e muitos clubes Italianos ofereciam pouca resistência durante a década de 1950. Entretanto os fatores combinados de 1958, Desastre aéreo de Munique e o estilo ortodoxo e cavaleiro do Real jogar resultaram numa pouca competitividade para derrotarem esta equipe.

Esta final foi o culminar de uma era, com a conquista por parte do Real Madrid da sua quinta final da Liga dos Campeões, na Escócia, Hampden Park. O Real Madrid venceu claramente o Eintracht Frankfurt da Alemanha Ocidental, por 7-3. Este jogo foi transmitido na televisão pela BBC e Eurovision e com uma assitência de 135.000, continua a ser a maior assistência de sempre numa final da Liga dos Campeões.

1961 a 1966 – Benfica e os rivais de Milão dominam, embora o Real Madrid vença a sexta vez

O domínio do Real Madrid chega ao fim através de seu maior rival doméstico, o Barcelona, na primeira fase do torneio de 1961. O Barcelona foi até à final nesse ano no Wankdorf Stadion em Berna, na Suíça, onde foi derrotado pelo Benfica. O Benfica, capitaneado pelo avançado José Águas, tendo como líder no meio-campo Mário Coluna de Moçambique, que juntamente com Eusébio, na época seguinte, defenderam o troféu vencendo o Real Madrid 5×3 na final no Olympisch Stadion, Amsterdã, Países Baixos, num dos jogos mais incríveis da história da Champions League; Um clube como o Benfica vindo de um país pequeno como Portugal, conseguiu supreender o Mundo numa fantástica corrida ao título de campeão Europeu de clubes, assim o maior clube português tornou-se num dos 11 clubes lendários classificados pela FIFA.

O Benfica chega então à sua terceira final consecutiva em 1963, mas desta vez perde a primeira de duas finais para o Milan. Esta grandiosidade do Benfica evoluiu o futebol interno em Portugal, dando assim a seleção Portuguesa condições de chegar ao terceiro lugar na Copa do Mundo composta toda pelos carismáticos jogadores do plantel do Benfica que faziam a equipe titular no Mundial de 66… Mas quem dava nas vistas nos anos seguintes era o rival de Milão, Internazionale que venceria o troféu em 1964 e 1965 ganhando ao Real Madrid e ao Benfica, respectivamente. A semi-final de 1965 foi memorável devido a controvérsia entre a Inter e o Liverpool, que resultou em alegados subornos e o resultado combinado para a equipe italiana que a jogar em San Siro venceu por 3 a 0.

Esta era foi terminada pelo Real Madrid, que desta vez levou a melhor sobre a Inter na semi-final de 1966. O outro finalista foi o Partizan Belgrado que saiu derrotado por 2-1 no estádio Heysel, em Bruxelas. O Real conquista assim a sua sexta final da Taça dos Campeões, da qual apenas Paco Gento jogou todas as finais.

1967 e 1968 – vitórias britânicas

Em 1967, o Celtic se tornou o primeiro clubes da Grã Bretanha a vencer a competição, batendo o Internazionale no Estádio Nacional, em Lisboa, Portugal. A equipe, que passou a ser conhecido como os Leões de Lisboa, treinada por Jock Stein, tinha todos os jogadores nascidos num raio de 25 milhas do Celtic Park, em Glasgow, o que permanece incomum pela longa tradição do evento em atrair os melhores e mais cosmopolitanos jogadores de todo o planeta. Para efeito de contraste, enquanto o Real Madrid tinha vários espanhóis nos anos 50, suas maiores estrelas eram de outros países – Alfredo di Stefano veio da Argentina, enquanto Ferenc Puskás veio da Hungria na Revolução Húngara de 1956.

Um ano depois, o Manchester United se tornou o primeiro clube da Inglaterra a vencer a competição, batendo o Benfica por 4 a 1 na prorrogação no Estádio de Wembley, em Londres, Inglaterra. Esse jogo foi incrivelmente equilibrado e apesar do Manchester ter feito três golos no tempo extra, o Benfica poderia ter ganho o jogo no tempo normal quando o extraordinário Eusébio da Silva Ferreira perdeu uma chance fácil nos segundos finais.

Apesar de se passarem dez anos do desastre aéreo de Munique, vários fãs de todo o continente ficaram muito felizes por Matt Busby (treinador do Manchester United por longo tempo), que depois foi tornado cavaleiro pela Rainha Elizabeth II do Reino Unido, por serviços ao futebol.

1969 a 1973 – domínio holandês

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A Taça dos Campeões Europeus passaria então uma década e meia propriedade de apenas três clubes – cada um vencendo pelo menos três finais, e surgindo regularmente nas últimas eliminatórias da competição.

O primeiro clube a dominar foi o Ajax, que primeiro perdeu a final de 1969 para o Milan e teve de ver os seus rivais do Feyenoord conquistarem o título em 1970. Depois deste episódio, o Futebol total de Johan Cruijff, Barry Hulshoff, Ruud Krol, Johan Neeskens, Arie Haan, Gerrie Mühren e Piet Keizer dominou por três confortáveis anos, despachando Panathinaikos de Atenas, Internazionale e Juventus de Turim em uma rápida sucessão.

Cada jogador podia se adaptar para jogar em qualquer número de posições e funções – artilheiros se revezando com defensores por conta própria, Krol criando tantas oportunidades quanto Mühren, Cruijff parando tanto quanto Hulshoff. Criado por Rinus Michels e refinado por Stefan Kovacs, o Ajax parecia imbatível até Cruijff optar por integrar o molde técnico Michels no Barcelona mais tarde, em 1973. Com isso, o rápido envelhecimento de vários jogadores e a posterior perda de Neeskens, o Ajax brigou na mais importante competição da Europa por 20 anos.

1974 a 1976 – A ascensão do Bayern

O Bayern Munique foi o clube seguinte a dominar a competição, vencendo-a três vezes consecutivas na década de 70.

Liderado por Franz Beckenbauer, com Sepp Maier, Gerd Müller, Uli Hoeneß e Paul Breitner, o Bayern continuou o Futebol total, acrescentando-lhe rigidez e organização, criando igualmente uma receita vencedora.

Derrotando primeiro o Atlético Madrid após um replay em 1974, o Bayern venceu então o Leeds United por 2 a 0 numa final com problemas com o público no Parc des Princes, Paris, França em 1975; e finalmente o Saint-Étienne, em Hampden Park, Glasgow, em 1976. Novamente, com o envelhecimento doclube, o Bayern não teria mais vitórias na era da Copa Européia.

1977 a 1984 – fabricado na Inglaterra

Em 1977, ao obter o título derrotando na final o Borussia Mönchengladbach por 3 a 1 em Roma, o Liverpool iniciou uma época de supremacia dos clubes ingleses, que ganhariam seis títulos consecutivos, num total de sete títulos em oito anos. O próprio Liverpool, em 1978, foi campeão, ao ganhar do Club Brugge em Wembley.

O Liverpool perdeu na primeira fase do campeonato de 1979 para o também inglês Nottingham Forest, que acabou ganhando o torneio no que foi uma das mais impressionantes ascenções ao topo do futebol continental na história futebolística da Europa. O Nottingham derrotou o time sueco Malmö por 1 a 0 na final em Munique; e pelo mesmo placar derrotou o Hamburgo, no ano seguinte, na final em Madrid. O Liverpool voltou novamente a sagrar-se campeão em 1981 quando venceu o Real Madrid, em Paris, pelo placar de 1 a 0, conquistando assim seu terceiro troféu.

Mostrando a força do futebol inglês no período, o Aston Villa ganhou a competição em 1982 com uma vitória simples sobre o Bayern em Roterdã. O Hamburgo foi o vencedor em 1983, ano que nenhum time inglês chegou as finais pela primeira vez em sete anos. No entanto, o Liverpool retornou à final do campeonato no ano seguinte para derrotar a Roma na cidade do adversário, após uma disputa de pênaltis, ganhando o título pela quarta vez. O Liverpool voltaria a defender o título em Bruxelas, no ano seguinte, mas a derrota para a Juventus por 1 a 0 tornaria-se irrelevante frente ao desastre do Estádio Heysel, onde 39 torcedores da Juventus morreriam. Como punição, clubes ingleses ficaram 5 anos impedidos de jogar na Liga, sendo o Liverpool impedido por 6 anos.

1986 a 1988 – Bucareste, Porto e PSV

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Com o banimento dos clubes ingleses das competições européias por um período de 5 anos, o domínio inglês deu lugar a uma sequência de conquistas inéditas por parte de três clubes; Steaua Bucareste, Porto e PSV Eindhoven.

Tanto Steaua Bucareste, como PSV Eindhoven ganharam as suas finais através da marcação de grandes penalidades, após um nulo no tempo regulamentar e prolongamento.

O Steaua Bucareste derrotou o Barcelona por 2-0 em 1986 e o PSV Eindhoven derrotou o Benfica por 6-5 em 1988.

Em 1987, na final mais emocionante das três, o Porto, depois de ter sido derrotado 3 anos antes pela Juventus na Final da Taça das Taças de 1984, iria vencer a sua primeira competição europeia.

Derrotou o Bayern Munique, na final da então Taça dos Campeões por 2-1, num jogo marcado pelo fabuloso golo apontado de calcanhar pelo jogador africano do ano de 1987, Rabah Madjer. Aqui se iniciou um ciclo brilhante, com a conquista da Taça Intercontinental frente ao Peñarol, na chamada “Final Branca”, com temperaturas negativas e um manto de neve que em algumas partes do relvado chegou a 20cm e também da Supertaça Europeia frente ao Ajax.

1989 a 1991 – AC Milan e Estrela Vermelha, Belgrado

O Milan conquistou o bi-campeonato em 1989 e 1990. Eles falharam na tentativa do tri, na final de 1991, quando o vencedor foi a equipa iugoslava do Estrela Vermelha, que venceu o Olympique de Marselha nos pênaltis depois de um jogo sem golos. Neste ano os clubes ingleses já podiam voltar a competir nas competições europeias, mas o Liverpool, que venceu o campeonato inglês tinha mais um ano para cumprir. Nesta altura o Benfica tinha a sua sétima final na Champions League, perdendo em 1989 para o Milan por 1-0; até agora foi a ultima vez que o Benfica foi visto numa final apesar de já ter chegado as meias finais vezes sem conta. O futebol deste clube lendário foi de tal forma formidavel que só o azar nas cinco finais perdidas não fizeram o clube tão grande como o Real Madrid ou o Milan, no entanto o Benfica é o terceiro clube na Champions League com mais finais disputadas… Real Madrid chegou 12 vezes em uma final. Milan chegou 11 vezes em uma final. Liverpool, Juventus e Benfica chegaram 7 vezes em uma final.

1992 a 1996 – Domínio espanhol, francês, italiano e holandês

Clubes ingleses voltaram à Liga no início dos anos 90, mas nenhum deles conseguiu chegar às quartas-de-final, que dirá da final propriamente dita. O Arsenal (1991-92), Leeds United (1992-93), Manchester United (1993-94 e 1994-95) e os Blackburn Rovers (1995-96) lutavam para fazer alguma diferença na Europa e eram frequentemente derrotados por clubes bem mais fracos. Isso acontecia em grande parte pela lei inglesa que só permitia que três integrantes do clube fossem estrangeiros, fazendo com que os clubes não pudessem escalar seus melhores jogadores.

A coroa européia, então, continuou na cabeça dos clubes continentais. Na final de 1992, jogada no estádio de Wembley, a vitória foi do Barcelona. O Olympique Marselha venceu a final de 1993, mas foram proibidos defender a coroa no que foi apenas o início de um colapso que surgiu pelo descobertas de denúncias de partidas locais arranjadas por um de seus cartolas, Bernard Tapie. O clube eventualmente perdeu o status de clube da primeira divisão do campeonato francês quando foi descoberto que Tapie havia alterado a contabilidade do clube. Enquanto isso, a final de 1994 foi vencida com uma entusiasmante vitória do Milan sobre o Barcelona por 4 a 0. O Milan ainda chegou a final no ano de 1995, mas perdeu por 1-0 para um empolgante Ajax que possuía nas suas fileiras o jovem atacante Patrick Kluivert. O Ajax chegou novamente na final de 1996, mas não conseguiu defender o título contra o clube do Juventus após decisão por pênaltis.

Já nessa época, a Lei de Bosman, que mudaria radicalmente o futebol europeu, já estava em efeito.

1997 e 1998 – sucesso alemão e espanhol

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O Borussia Dortmund entrou na lista dos campeões da copa européia em 1997 quando derrotaram os então campeões da Juventus na final, depois de terem derrotado os campeões ingleses do Manchester United na semi-final. Mas a temporada de 1996-97 foi uma de progresso para o futebol inglês na copa européia, porque o Manchester United era então o primeiro clube inglês a chegar entre os oito melhores na era pós-Heysel.

Em 1997-98, os vice campeões de algumas ligas européias foram autorizados a disputar o torneio. O título de 1998 foi para o Real Madrid, que levantou a taça pela sétima vez na história, sendo a primeira após 1966.

1999 – Manchester United leva a Taça da Europa pra casa

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Em uma final emocionante, o Manchester United conquistou o título da Copa dos Campeões da Europa. O Manchester foi o primeiro clube inglês a conquistar a “tríplice coroa”: ganhou a Copa dos Campeões, o Campeonato Inglês e a Copa da Inglaterra.

A decisão, disputada em Barcelona (Espanha), é considerada a final mais emocionante de todos os tempos na Liga dos Campeões, já que o Manchester perdia por 1 a 0 para o Bayern de Munique até aos 45min do segundo tempo. Mas após uma virada espetacular com gols de Teddy Sheringham, aos 46min do segundo tempo, e Ole Gunnar Solskjær, um minuto depois, os “diabos vermelhos” conquistaram o título europeu.

[editar] Final do Século XX e o oitavo título

A última Copa Européia do século XX foi ganha pelo Real Madrid, campeão espanhol, que venceu o também espanhol Valencia por 3-0. A temporada 1999-2000 também viu algumas ligas tradicionais, incluindo a liga inglesa, classificar três times para participar do campeonato.

Início do Novo Milênio: cinco campeões de cinco países diferentes

A Liga dos Campeões, nos primeiros cinco anos do 3º Milênio, foi conquistada pelos clubes das cinco maiores potências do futebol europeu da atualidade*: Alemanha, Espanha, Itália, Portugal e Inglaterra. Dessas, 3 foram disputadas nos penaltis.

O gigante alemão Bayern Munique ganhou a primeira do Século XXI, em 2001 sobre o Valencia. O jogo terminou 1 a 1, e o clube alemão venceu o espanhol nos penaltis por 5 a 4 . A partida foi disputada no San Siro, em Milão.

Em 2002, o Real Madrid foi campeão pela nona vez, vencendo o Bayer Leverkusen pelo placar de 2 a 1 , no Hampden Park em Glasgow, na Escócia

A final de 2003 foi italiana, mas jogada na Inglaterra, e o ganhador foi o Milan, que venceu a Juventus nos penaltis por 3 a 2, após empate de 0 a 0 no tempo normal. A partida foi disputa no Old Trafford, estádio do Manchester United.

Em 2004, o Porto derrotou o Monaco por 3-0 (Carlos Alberto, Deco e Dmitriy Alenichev) no estádio de Arena AufSchalke em Gelsenkirchen, na Alemanha. Depois de eliminar candidatos como Manchester United, Deportivo de La Coruña, Lyon, entre outros, a equipa de José Mourinho venceu a final frente ao Mónaco, que por sua vez tinha eliminado equipas como Chelsea e Real Madrid. Vítor Baía que foi considerado melhor Guarda-redes da Europa nesta época pela UEFA, aproveitou esta final para aumentar o número de troféus conquistados, sendo a nível mundial o jogador com mais títulos oficiais de futebol.

Em 2005, quando todos apontavam o Milan como favorito, o Liverpool de Luis García, Xabi Alonso e Steven Gerrard, surpreendeu a equipe italiana e levantou o troféu. Em um jogo emocionante cujo o primeiro tempo terminou com uma vitória de 3 a 0 do Milan, a equipe inglesa conseguiu o empate nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Após a prorrogação sem gols, o Liverpool conquistou seu quinto título europeu na disputa por pênaltis.

*A Holanda também pode ser considerada uma potência do futebol europeu, mas não ganhava a competição há mais de 10 anos e Portugal, actualmente voltou a ter grande destaque.

Novos tempos: Vitória espanhola e revanche à milanesa

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Em 2006, o Arsenal, de Thierry Henry, da Inglaterra, e que nunca foi campeão europeu, chegou à final, depois de eliminar Real Madrid, Juventus e o surpreendente Villarreal. No entanto, precisava vencer em Paris o favorito Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho e Samuel Eto’o. O clube inglês saiu na frente com um gol de cabeça de Sol Campbell, mas os catalães viraram o placar no segundo tempo com uma magnífica participação de Henrik Larsson, que havia entrado durante o jogo, nos dois gols (de Eto’o e Belletti) e conquistaram pela segunda vez a Liga dos Campeões, coroando uma nova grande fase no clube azulgrená.

Em 2007, o Milan consegue a revanche depois de 2 anos após vencer o Liverpool, vencendo o jogo por 2 a 1 com 2 gols do “iluminado” Filippo Inzaghi. Seus destaques na competição foram os meias Kaká (artilheiro da competição), Seedorf e Gattuso, além do capitão Paolo Maldini, que levantou a taça pela quinta vez, na sua sétima final. A equipe italiana eliminou nas fases decisivas Celtic, Bayern de Munique e Manchester United, enquanto os ingleses bateram Barcelona, PSV Eindhoven e Chelsea.

Na temporada 2007-2008, o Liverpool bateu o recorde da maior goleada no formato atual, quando bateu o time turco Besiktas em Anfield Road, na cidade de Liverpool, por 8 a 0. O recorde pertencia à Juventus de Turim que em 2003 bateu o Olympiacos Piraeus da Grécia por 7 a 0 e também ao Arsenal, que também na temporada 2007-2008, venceu o Slavia de Praga por 7 a 0. Na temporada 2007-2008, o Fernebahçe de Alex e cia fizeram história. Pela primeira vez na história da competição, um time Turco se classificou para a próxima fase de uma UEFA Champions League.

A Liga dos Campeões da UEFA 2008-09

Será a 54ª edição do torneio Europeu de clubes de futebol e a 17ª edição sobre o atual formato.

Finais da Competição

Temporada Campeão Resultado Vice-Campeão Estádio
2009/10
Details
      Santiago Bernabéu,
Madrid
2008/09
Details
      Estádio Olímpico,
Roma
2007/08
Detalhes
      Estádio Luzhniki,
Moscou
2006/07
Detalhes
Milan 2 – 1 Liverpool Estádio Olímpico,
Atenas
2005/06
Detalhes
Barcelona 2 – 1 Arsenal Stade de France,
Saint-Denis
2004/05 Liverpool 3 – 3 Prolongamento Milan Atatürk Olimpiyat Stadyumu,
Istambul
3-2 nos Penaltis
2003/04 Porto 3 – 0 Monaco Arena AufSchalke,
Gelsenkirchen
2002/03 Milan 0 – 0
Prolongamento
Juventus Old Trafford,
Manchester
3-2 nos Penaltis
2001/02 Real Madrid 2 – 1 Bayer Leverkusen Hampden Park,
Glasgow
2000/01 Bayern de Munique 1 – 1
Prolongamento
Valencia San Siro,
Milan
5-4 nos Penaltis
1999/00 Real Madrid 3 – 0 Valencia Stade de France,
Saint-Denis
1998/99 Manchester United 2 – 1 Bayern de Munique Camp Nou,
Barcelona
1997/98 Real Madrid 1 – 0 Juventus Amsterdam Arena,
Amsterdam
1996/97 Borussia Dortmund 3 – 1 Juventus Olympiastadion,
Munique
1995/96 Juventus 1 – 1
Prolongamento
Ajax Estádio Olímpico,
Roma
4-2 nos Pênaltis
1994/95 Ajax 1 – 0 Milan Ernst Happel Stadion,
Viena
1993/94 Milan 4 – 0 Barcelona Estádio Olímpico,
Atenas
1992/93 Olympique de Marselha 1 – 0 Milan Olympiastadion,
Munique
O Olympique de Marselha foi impedido de participar no ano seguinte devido a corrupção no campeonato Francês.
1991/92 Barcelona 1 – 0
TE
Sampdoria Wembley,
Londres
1990/91 Estrela Vermelha 0 – 0
TE
Olympique de Marselha Stadio San Nicola,
Bari
5-3 nos Penaltis
1989/90 Milan 1 – 0 Benfica Prater Stadium,
Viena
1988/89 Milan 4 – 0 Steaua Bucareste Camp Nou,
Barcelona
1987/88 PSV Eindhoven 0 – 0
Prolongamento
Benfica Neckarstadion,
Stuttgart
6-5 nos Penaltis
1986/87 FC Porto 2 – 1 Bayern de Munique Prater Stadium,
Viena
1985/86 Steaua Bucareste 0 – 0
TE
Barcelona Ramón Sánchez Pizjuán,
Sevilha
2-0 nos Penalties
1984/85 Juventus 1 – 0 Liverpool Estádio de Heysel,
Bruxelas
A Tragédia de Heysel ocorreu no final deste jogo.
Consequentemente, nos cinco anos seguintes, todos os clubes ingleses foram banidos das competições europeias e o Liverpool levou 6 anos de punição.
1983/84 Liverpool 1 – 1
TE
Roma Estádio Olímpico,
Roma
4-2 nos Penalties
1982/83 Hamburgo 1 – 0 Juventus Estádio Olímpico,
Atenas
1981/82 Aston Villa 1 – 0 Bayern de Munique De Kuip,
Roterdam
1980/81 Liverpool 1 – 0 Real Madrid Parc des Princes,
Paris
1979/80 Nottingham Forest 1 – 0 Hamburgo Santiago Bernabéu,
Madrid
1978/79 Nottingham Forest 1 – 0 Malmö Olympiastadion,
Munique
1977/78 Liverpool 1 – 0 Brugge Wembley,
Londres
1976/77 Liverpool 3 – 1 Borussia Mönchengladbach Estádio Olímpico,
Roma
1975/76 Bayern de Munique 1 – 0 Saint-Etienne Hampden Park,
Glasgow
1974/75 Bayern de Munique 2 – 0 Leeds United Parc des Princes,
Paris
1973/74 Bayern de Munique 1 – 1
TE
Atlético de Madrid Estádio de Heysel,
Bruxelas
Bayern de Munique ganhou na final repetida, 4 – 0
1972/73 Ajax 1 – 0 Juventus Crvena Zvezda Stadium,
Belgrado
1971/72 Ajax 2 – 0 Inter de Milão De Kuip,
Roterdam
1970/71 Ajax 2 – 0 Panathinaikos Wembley,
Londres
1969/70 Feyenoord 2 – 1
Prolongamento
Celtic San Siro,
Milan
1968/69 Milan 4 – 1 Ajax Santiago Bernabéu,
Madrid
1967/68 Manchester United 4 – 1
TE
Benfica Wembley,
Londres
1966/67 Celtic 2 – 1 Inter de Milão Estádio Nacional,
Jamor, cerca de Lisboa
1965/66 Real Madrid 2 – 1 Partizan Belgrade Estádio de Heysel,
Bruxelas
1964/65 Inter de Milão 1 – 0 Benfica San Siro,
Milan
1963/64 Inter de Milão 3 – 1 Real Madrid Prater Stadium,
Viena
1962/63 Milan 2 – 1 Benfica Wembley,
Londres
1961/62 Benfica 5 – 3 Real Madrid Olympisch Stadion,
Amsterdam
1960/61 Benfica 3 – 2 Barcelona Wankdorf Stadium,
Berna
1959/60 Real Madrid 7 – 3 Eintracht Frankfurt Hampden Park,
Glasgow
1958/59
Detalhes
Real Madrid 2 – 0 Stade de Reims Neckarstadion,
Stuttgart
1957/58
Detalhes
Real Madrid 3 – 2
Prolongamento
Milan Estádio de Heysel,
Bruxelas
1956/57
Detalhes
Real Madrid 2 – 0 Fiorentina Santiago Bernabéu,
Madrid
1955/56
Detalhes
Real Madrid 4 – 3 Stade de Reims Parc des Princes,
Paris

Artilharia

Temporada Jogador Clube Gols
1955/56 Miloš Milutinović Partizan Belgrado 8
1956/57 Dennis Viollet Manchester United 9
1957/58 Alfredo di Stéfano Real Madrid 10
1958/59 Just Fontaine Stade Reims 10
1959/60 Ferenc Puskás Real Madrid 12
1960/61 José Águas Benfica 11
1961/62 Heinz Strehl Nuremberg 8
1962/63 José João “Mazzola” Altafini Milan 14
1963/64 Vladimir Kovačević / Sandro Mazzola / Ferenc Puskás Partizan Belgrado / Internazionale / Real Madrid 7
1964/65 Eusébio / José Torres Benfica / Benfica 9
1965/66 Eusébio / Flórián Albert Benfica / Ferencváros 7
1966/67 Paul van Himst / Jürgen Piepenburg Anderlecht / Vorwärts Berlim 6
1967/68 Eusébio Benfica 6
1968/69 Denis Law Manchester United 9
1969/70 Mick Jones / Ove Kindvall Leeds United / Feyenoord 8
1970/71 Antonis Antoniadis Panathinaikos 10
1971/72 Johan Cruijff / Antal Dunai / Lou Macari / Silvester Takač Ajax / Újpest / Celtic / Standard Liège 5
1972/73 Gerd Müller Bayern Munique 12
1973/74 Gerd Müller Bayern Munique 8
1974/75 Gerd Müller / Eduard Markarov Bayern Munique / Ararat Yerevan 5
1975/76 Jupp Heynckes Borussia Mönchengladbach 6
1976/77 Franco Cucinotta / Gerd Müller Zurique / Bayern Munique 5
1977/78 Allan Simonsen Borussia Mönchengladbach 5
1978/79 Claudio Sulser Grasshopper 11
1979/80 Søren Lerby Ajax 10
1980/81 Karl-Heinz Rummenigge / Terry McDermott / Graeme Souness Bayern Munique / Liverpool / Liverpool 6
1981/82 Dieter Hoeneß Bayern Munique 7
1982/83 Paolo Rossi Juventus 6
1983/84 Viktor Sokol Dínamo Minsk 6
1984/85 Michel Platini / Torbjörn Nilsson Juventus / IFK Göteborg 7
1985/86 Torbjörn Nilsson IFK Göteborg 6
1986/87 Borislav Cvetković Estrela Vermelha 7
1987/88 Rui Águas / Jean-Marc Ferreri / Ally McCoist / Míchel / Gheorghe Hagi / Rabah Madjer Benfica / Bordeaux / Glasgow Rangers / Real Madrid / Steaua Bucareste / Porto 4
1988/89 Marco van Basten Milan 10
1989/90 Jean-Pierre Papin / Romário Olympique Marselha / PSV Eindhoven 6
1990/91 Jean-Pierre Papin / Peter Pacult Olympique Marselha / Tirol Innsbruck 6
1991/92 Jean-Pierre Papin / Serhiy Yuran Olympique Marselha / Benfica 7
1992/93 Romário PSV Eindhoven 7
1993/94 Ronald Koeman / Wynton Rufer Barcelona / Werder Bremen 8
1994/95 George Weah Paris Saint-Germain 8
1995/96 Jari Litmanen Ajax 9
1996/97 Ally McCoist Glasgow Rangers 6
1997/98 Alessandro del Piero Juventus 10
1998/99 Andriy Shevchenko Dínamo Kiev 8
1999/00 Rivaldo / Jardel / Raúl / Serhiy Rebrov Barcelona / Porto / Real Madrid / Dínamo Kiev 10
2000/01 Jardel / Raúl Galatasaray / Real Madrid 17
2001/02 Ruud van Nistelrooij Manchester United 10
2002/03 Ruud van Nistelrooij Manchester United 12
2003/04 Fernando Morientes Monaco 9
2004/05 Ruud van Nistelrooij Manchester United 8
2005/06 Shevchenko AC Milan 9
2006/07 Kaká AC Milan 10

Notas:

  • os dados desta tabela vêm em ordem respectiva.
  • os jogadores José Águas e Eusébio nasceram, respectivamente, em Angola e Moçambique, que seriam possessões portuguesas até 1975.
  • os ex-iugoslavos Milutinović, Kovačević e Katač são sérvios, assim como os times do Partizan e do Estrela Vermelha; Cvetković é croata.
  • dentre os ex-soviéticos, Markarov é azerbaijano que jogava em clube armênio (o Ararat Yerevan); Sokol e seu clube (Dínamo Minsk) são bielorrussos; e Yuran, ucraniano (mas jogou pela Rússia), sendo que a URSS de desintegrou quando a edição em que foi artilheiro estava em andamento.

Desempenho por Clube

Clube Nº de vitórias Nº de Vices
Real madrid 9 3
Milan 7 4
Liverpool 5 2
Bayern de Munique 4 3
Ajax 4 2
Benfica 2 5
Juventus 2 5
Barcelona 2 3
Inter de Milão 2 2
Manchester United 2 0
Nottingham Forest 2 0
Porto 2 0
Celtic 1 1
Hamburgo 1 1
Steaua Bucareste 1 1
Olympique de Marselha 1 1
Estrela Vermelha 1 0
PSV Eindhoven 1 0
Feyenoord 1 0
Aston Villa 1 0
Borussia Dortmund 1 0
Valencia 0 2
Stade de Reims 0 2
Arsenal 0 1
Monaco 0 1
Bayer Leverkusen 0 1
Sampdoria 0 1
Roma 0 1
Brugge 0 1
Borussia Mönchengladbach 0 1
Saint-Etienne 0 1
Leeds United 0 1
Atlético de Madrid 0 1
Panathinaikos 0 1
Eintracht Frankfurt 0 1
Fiorentina 0 1
Malmö 0 1
Partizan 0  


Nação Nº de vitórias Nº total de finais
Itália 11 25
Espanha 11 20
Inglaterra 10 14
Alemanha 6 13
Países Baixos 6 8
Portugal 4 9
França 1 6
Romênia 1 2
Escócia 1 2
Iugoslávia 1 2
Bélgica 0 1
Grécia 0 1
Suécia 0 1

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Victor nº 17 e Juan nº 19

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